sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Muralha

Agora pouco estava pensando sobre a muralha que criei ao meu redor.Percebi que ela não foi feita de concreto... E talvez não seja tão difícil assim derrubá-la. Na verdade, sempre acreditei que não seria fácil porque nunca tinha tentando antes.
Eu construí minha muralha de papel. Muitos papéis.
Em um determinado momento da minha vida deixei de prestar atenção nas pessoas e direcionei todos os meus olhares aos livros, e são deles que minha muralha é feita.
Não preciso ter pena em derrubá-la, pois todas as coisas boas que os livros me trouxeram já estão guardadas em minha memória, não há mais necessidade de mantê-los na minha frente, fazendo essa divisão entre mim e o mundo.
Outros livros virão até mim, com certeza, pois não vivo sem eles. Mas dessa vez serão utilizados apenas para me instruir, não para me afastar nem me isolar.
O isolamento, no início, é algo bom, mas ele também tem prazo de validade.
E o meu já venceu faz tempo!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Saber Conviver


Hoje em dia, o mundo virou uma disputa de egos. A convivência entre as pessoas está sempre no limite de “estourar”. Uns sempre querendo ser melhores que outros, querendo mais status, onde possam se sentir superiores.  Se irritam com facilidade com qualquer coisa...

Por isso fiz questão de divulgar e aderir a campanha criada pela Luciana Onofre no Crianças Pagãs: “Saber conviver”.
Ao mesmo tempo que é fácil manter uma convivência saudável com aqueles que nos cercam, nosso egocentrismo faz com que essa tarefa não seja tão simples assim. Porém, muitas vezes, podemos mudar essa situação com um pequeno gesto, e vou dar um exemplo real disso:
Certa vez trabalhei com um rapaz que entrava na empresa sem falar com ninguém e saía mudo. Não dizia bom dia, boa tarde... Não perguntava como estava o dia dos outros funcionários, nada... Era só ele e sua “cara fechada”. Então resolvi que daria “bom dia” toda vez que ele entrasse na empresa de manhã cedo... E assim foi... Fiquei dias e dias sem receber um retorno, mas não desisti... Bastava ele pisar dentro da empresa, e eu: “Bom dia, Fulano!”, mesmo sabendo que não teria resposta. Até que um dia ele me respondeu, e assim começou a fazer todos os dias. E quando eu não falava o “bom dia”, ele me lembrava: “Bom dia, Dani!”. Então, de repente, ele não só passou a dar bom dia, como também perguntar como estavam as coisas, se o trabalho estava rendendo, etc...
Sabe aquela coisa de “se você quer mudar o mundo, comece por si mesmo”? Então!
Está na hora de mudarmos nossas atitudes para a melhor convivência entre nós. Sorrir para quem passa ao seu lado na rua... Cumprimentar o motorista do ônibus... Agradecer ao rapaz que carrega suas compras até seu carro no supermercado...  São pequenas atitudes que fazem uma enorme diferença no dia de alguém... E ainda são de graça!
Pensem nisso! ;)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Menina prendada

Eu adoro trabalhos manuais, mas preciso aprender a ter paciência para fazê-los.
Eu sei bordar, tricotar, pintar, crochetar (um pouco)... Sim, sou bem prendada... Mas quem disse que tenho paciência para terminar os trabalhos que começo?
Esse cachecol da foto terminei ontem à noite, porém comecei a fazê-lo no inverno do ano passado... Sim, quase um ano atrás.
Terminar esse cachecol foi uma vitória para mim!
Pretendo me dedicar mais aos trabalhos manuais esse ano, até como terapia, para desacelerar um pouco... Jogar todo stress do dia-à-dia nas lãs e agulhas!

sábado, 3 de abril de 2010

Sentido e Chico Xavier

De repente, muitas coisas começaram a fazer sentido pra mim.
O sono perdido, o sono profundo, a mão gelada e suada, as dores, o choro, a raiva, a euforia...
Será?
O homem que consegue ver a alma das pessoas disse que sim.
E agora? Pra onde ir?
Vamos deixar a poeira baixar e depois encontrar o caminho.
Não vai ser fácil, e vai ter muitos sacrifícios, mas é aquilo que devo cumprir.

Namastê!

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Mudando de assunto, mas não muito:
Ontem fui no cinema ver a estréia de "Chico Xavier".
Aquilo sim foi uma vida cheia de sacrifícios!!!
O filme é excelente, recomendo... Nelson Xavier fez uma caracterização perfeita de Chico, fazendo com que, no final, quando aparecia o verdadeiro Chico Xavier, muitos no cinema se perguntassem: "É ele mesmo ou ainda é Nelson?"
A história também tem seus momentos de humor... Ou seja, preparem-se para chorar muito e rir demais!
Aliás, hoje, quando eu estiver no avião indo pra casa da Luciana Onofre, e acontecer alguma turbulência no vôo, ao invés de me desesperar, vou me lembrar de Chico Xavier e começar a rir sem parar hahahahahaha

PS: Volto dia 07/04... Beijos e até lá!